
gente,
continuando a série de postagens sobre a professora Juliana,
cada vez mais, as pessoas estão se mobilizando,
estive lá, quinta-feira passada, dia 18 de junho de 2009,
fui muito bem recebida, preenchemos uma fichinha de cadastro e temos acesso a esclarecimentos, depois, vamos côlher um tubinho de sangue e pronto!!! eles ainda dão uma canetinha de brinde e panfletos informativos sobre a doação.
o jornal Diário de Pernambuco, postou esta matéria recentemente
acompanhem...
Aline de Araújo Coelho, de 18 anos, estava se preparando para as provas do Vestibular. Lívia Reyes, de 25, iniciava uma carreira promissora na área de Direito. Juliana Lopes de Oliveira, 33, advogava, ensinava e ainda se dedicava ao marido e ao filho de quatro anos. Três mulheres que tiveram seus projetos interrompidos e sonhos adiados por um fator comum: a leucemia. Agora, a luta delas é uma só: encontrar um doador de medula óssea compatível para realizar o transplante e salvar suas vidas.
Nesta sexta-feira (19), 248 pessoas deram mais esperança de vida a Aline, Lívia, Juliana e a mais 2,5 mil brasileiros que aguardam por um doador. Elas fizeram o teste de compatibilidade no Laboratório HLA Diagnósticos, na Boa Vista, centro do Recife. Gente como o estudante Ramon Yuri Ramos, que, mesmo sem conhecer nenhuma das três nem ter casos de parentes ou amigos com doenças graves, achou que não custava nada reservar poucos minutos do seu dia para tentar salvar uma vida. “Fiquei sabendo que estavam precisando de doador e resolvi fazer o teste. Com um ato simples é possível ajudar alguém”, conta.
O mutirão foi organizado por amigos e parentes das três jovens. O primeiro gesto coletivo de solidariedade aconteceu em prol de Aline, numa campanha semelhante, no final de maio. Depois da mobilização, o laboratório, que antes recebia uma média de 20 a 30 voluntários por dia, já chegou a receber até 500 pessoas num único expediente, contabilizando mais de dois mil doadores de medula óssea cadastrados nas duas últimas semanas. Quanto mais esse número cresce, maiores as chances de encontrar um doador compatível. “A chance de encontrar dois sistemas compatíveis é de um para cada 100 mil brasileiros”, informa o diretor administrativo do HLA Diagnósticos, Glauco Willcox.
“Impossível” é uma palavra que não faz mais parte do vocabulário dos parentes e amigos de Aline, Juliana e Lívia. Sobretudo depois que receberam a notícia de que, após o mutirão organizado no último dia 26, três casos de compatibilidade surgiram no Brasil: uma criança do Recife, um paciente do Rio de Janeiro e outro de São Paulo – o doador deste é o pai de um dos amigos de Aline. “Quando esse problema entrou na nossa família, descobri que há uma imensidão de jovens sofrendo com a mesma doença e que quase sempre estamos alheios às dificuldades dos nossos irmãos. Acredito que as pessoas vão se mobilizar. Eu já fiz o teste e espero poder ajudar minha filha. Se não formos compatíveis, quero ajudar outras pessoas”, afirma a mãe de Juliana, Eni Maria de Oliveira.
Juliana e Lívia foram internadas num hospital especializado para portadores de leucemia, em Curitiba, onde estão se submetendo a tratamentos de combate à doença. Já Aline está internada no Hospital Esperança, no Recife, onde está fazendo quimioterapia.
Como ser um doador
Para ser um doador, basta gozar de boa saúde e ter entre 18 e 55 anos. Após preencher uma ficha, é retirada uma amostra de 5ml de sangue e as informações genéticas do doador são enviadas para o Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome). Se for descoberta a compatibilidade com um paciente, outros exames são realizados até que seja feito o transplante. O procedimento é simples e pode ser feito por punção no osso da bacia, mediante anestesia, ou coleta por via periférica, semelhante a uma doação de sangue, sem riscos para o doador. Não há necessidade de internação e todo o procedimento é gratuito.
O Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo, com mais de um milhão de pessoas cadastradas. Recentemente, realizou uma parceria com os Estados Unidos, detentor do maior banco, com oito milhões de cadastros, para ampliar o intercâmbio de informações, aumentando as chances de milhares de pacientes voltarem a ter uma vida normal. Quem quiser fazer parte desse grupo de voluntários pode obter outras informações através da Central de Transplantes de Pernambuco, pelo telefone 0800 281 21 85.
Por Ana Cláudia Dolores, da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR







